RECITAL
CANCIONEIRO DA RUA
HELENA DE CASTRO / JOÃO PIMENTEL
A Cantiga da Rua, muitas vezes com origem na ópera ou no teatro ligeiro, encontra-se em todo o território nacional, por vezes com variantes ao gosto regional.
Antes da generalização do fonógrafo e da rádio, para além da transmissão oral, a cantiga de rua difundiu-se através da publicação de música escrita, acompanhou a vulgarização do piano nas salas da pequena burguesia urbana, a expansão das filarmónicas e «cavalinhos», o associativismo e outras formas de sociabilização.
O Recital
Antologia de canções populares urbanas do séc. XVIII e XIX, para voz e guitarra, fundamentada em fontes coevas.
As melodias, embora adaptadas à tessitura de soprano, respeitam rigorosamente as versões publicadas nas primeiras edições dos cancioneiros oitocentistas.
A harmonização aproxima-se do gosto da época, embora sem preocupações puristas, evitando o recurso imoderado ao baixo de Alberti, uma fórmula comum de acompanhamento quando estas cantigas eram moda.
No CD foi utilizada uma guitarra romântica, também chamada, em Portugal, viola francesa, instrumento com vários métodos publicados ao longo do século XIX, muito utilizado no acompanhamento da música vocal.
HELENA DE CASTRO
(soprano)
Ingressou no Conservatório Regional de Ponta Delgada, em 1996.
Em 2008 iniciou os estudos superiores em canto, tendo terminado a licenciatura e o mestrado em ópera na Escola Superior de Música e Teatro de Hamburgo, onde foi indicada, pelo próprio reitor, para atribuição do prémio/bolsa de mérito “Berenberg Bank” (2013).
Em 2011 criou o projecto Bruma Ensemble, composto por jovens músicos com os quais produziu, encenou e cantou “La Serva Padrona”, tendo sido esta a primeira obra de cariz operático apresentada nos Açores, por uma equipa totalmente açoriana.
Iniciou a sua vida profissional como solista no Teatro de Bremerhaven.
Na sua estreia profissional, em 2014, no papel de Angelica, na ópera “Suor Angélica”, de G.Puccini foi considerada, pela crítica alemã, “uma intérprete fora de série”. Ainda em 2014, recebeu o prémio Live Music Now, em música de câmara, em Hamburgo.
Obteve o segundo lugar no Concurso Nacional de Canto Lírico da Fundação Rotária Portuguesa (2016).
Fez cursos de aperfeiçoamento de técnica vocal com Sandra Medeiros, Elisabete Matos, Reri Grist e Eda Moser, entre outros.
Iniciou o Estúdio de Ópera do Conservatório Regional de Ponta Delgada em 2017.
Em 2022 fundou a CODA (Companhia de Ópera Dos Açores), da qual é directora artística.
Actualmente é membro da Companhia de Ópera de Setúbal e lecciona Canto, Teatro Musical e Interpretação Cénica para Cantores em várias instituições: Associação Setúbal Voz, Conservatório Regional de Setúbal, Escola de Artes do IFC Torrense, Capricho Setubalense e Centro de Formação Artística da Madalena (ilha do Pico).
Do seu repertório operático, como solista constam diversos papéis de óperas de Purcell, Wagner, Mozart. Pergolesi, Marcos Portugal, Donizetti, Poulenc, Puccini e Verdi.
Tem também participado em óperas de compositores contemporâneos açorianos, como Voz da Emoção, em “Boas Festas, Senhor Natal”, de Antero Ávila, sobre um libreto de Álamo de Oliveira e Ama em “O Auto da Índia” de Evandro Menezes”. Outros papéis na opera portuguesa incluem Oráculo Ouroboros, em “A Evolução dos Cravos”, de V. Rua, Directora da TV, em “2030, a Nova Ordem” e mãe de Leonor, em “Leonor e Benjamim, de J. Salgueiro.
JOÃO PIMENTEL
(guitarra)
Licenciado em História, desenvolveu estudos de guitarra e composição.
Participou, como guitarrista, no movimento da chamada canção de intervenção, tendo acompanhado cantores como Francisco Naia, Adriano Correia de Oliveira, Francisco Fanhais, José Afonso, Pedro Barroso e Manuel Freire, e trabalhou na divulgação da música popular açoriana com o cantor Bartolomeu Dutra.
Escreveu música para teatro e cinema, e participou em diversas gravações como guitarrista e arranjador.
Colaborou em vários grupos de música popular, sendo um dos fundadores do grupo de cantares açorianos Tanchão e da Oficina de Música.
É formador credenciado em História da Música e Teoria e Estética Musical.
Tem vários ensaios publicados sobre música popular.
Material necessário
1. Amplificação
1.1. Amplificação em sala (conforme a dimensão):
1.1.1. 1 microfone para voz
1.1.2. 1 microfone para instrumento
1.1.3. 2 monitores de palco
1.2. Amplificação em espaço aberto:
1.2.1. 1 microfone para voz
1.2.2. 1 linha para instrumento com DI box
1.2.3. 2 monitores de palco
2. Outro equipamento
2.1. 2 cadeiras sem braços, sendo uma com cerca de 40 cm de altura
3. Material de desgaste
3.1. Impressão ou fotocópias da folha de sala (texto fornecido com antecedência)